
Para onde caminhamos nós? Que comunidade estamos a construir? Assente em que valores?... E nós, cristãos, que estamos a fazer no sentido de ir ao encontro efectivo de quem tem necessidade? Bem sei que muito está para além das nossas possibilidades. Mas será que temos feito tudo para ajudar a resolver a multiplicidade de problemas que se vão erguendo ao nosso lado? Ou permanecemos na tranquilidade das nossas consciências e dos nossos «ritos»?
E não se trata, aqui, de uma certa vivência da caridade, mas sim de uma exigência de justiça. Por isso, a petição da Comissão Justiça e Paz, que pude assinar, faz todo o sentido: é necessário considerar a pobreza como um dos maiores flagelos que atormenta um considerável número dos nossos concidadãos.
E para nós fica sempre aquele desafio do Evangelho: o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizeste!...