sexta-feira, 18 de abril de 2008

Centenário do Nascimento de Monsenhor Raul Mira

No próximo dia 3 de Maio, a Paróquia de Luso promove a celebração do Centenário do nascimento de Monsenhor Raul Mira. Este insigne sacerdote, nascido no Luso a 3 de Maio de 1908, foi ordenado presbítero na Sé Catedral de Coimbra, a 4 de Abril de 1931, pelo então bispo Diocesano, D. Manuel Luís Coelho da Silva. Depois de um primeiro serviço pastoral em Ferreira do Zêzere, extremo sul da Diocese de Coimbra, foi em Aveiro que viveu a maior parte do seu múnus sacerdotal. Ali permaneceu de 1937 a 1956, para onde transitou logo após a restauração desta Diocese, exercendo um trabalho inestimável ao seu serviço: foi Pároco da Paróquia da Glória, na cidade; Vigário Geral da Diocese, de 1939 a 1956; Vice-Reitor do Seminário de Aveiro, obra em cuja construção se empenhou ao lado do Bispo Diocesano, D. João Evangelista de Lima Vidal; mais tarde Reitor do mesmo Seminário, onde foi ainda professor.
Igualmente professor na Escola do Magistério Primário de Aveiro, desenvolveu um trabalho pastoral e humano de grande profundidade ao serviço da comunidade humana e cristã a que se dedicou.
Viria a receber a nomeação de Monsenhor, como reconhecimento do trabalho já então desenvolvido, a 27 de Fevereiro de 1947, como Prelado Doméstico de Sua Santidade, o Papa Pio XII.
Em 1957, acompanhando o Bispo de Quelimane, parte em serviço para esta diocese de África, onde permaneceu até 1964. Neste ano regressa ao Luso, sua terra natal, onde lhe são confiados outros serviços pastorais: pároco de Luso e pároco de Vacariça, trabalho que acumulou com o de professor no Colégio da Mealhada.
A 10 de Julho de 1988, gravemente doente, veio a ser dispensado do serviço paroquial de Luso, falecendo na sua residência a 4 de Setembro do mesmo ano.
A comunidade de Luso consciente do carácter da pessoa e do pastor que foi Monsenhor Raul Mira e dos serviços prestados á Igreja, e ainda consciente do carinho que sempre lhe votou, não quis deixar de assinalar esta efeméride.
Assim, das celebrações constam: às 11.00 h – Solene Concelebração Eucarística na Igreja Paroquial de Luso, presidida pelo Rev.mo Senhor D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra; às 12.30h – Inauguração do Busto de Monsenhor Raul Mira, no Adro da Igreja Paroquial; às 13.00h – Almoço no Grande Hotel de Luso, aberto a quem quiser associar-se, mediante prévia inscrição; às 15.00h – Conferência, a proferir pelo Professor Doutor José Carlos Seabra Pereira, sobre a Vida e Obra de Monsenhor Raul Mira, seguida de abertura de exposição, a decorrer nas instalações da Junta de Turismo de Luso.
Esta procurará ser a justa homenagem àquele de quem um dia D. João Evangelista de Lima Vidal dizia: “Ele tem sido a luz dos meus olhos cegos, ele tem sido a respiração do meu peito seco, ele tem sido os braços do meu esqueleto, ele tem sido a vida da minha morte; ele é a alma branca da Diocese de Aveiro”. Nada melhor que esta citação para ilustrar o reconhecimento deste bispo relativamente ao seu trabalho. Mas, em sintonia com o povo de Luso e parafraseando D. João Evangelista de Lima Vidal, se ele foi a alma branca da Diocese de Aveiro, deixou que o brilho dessa alma se estendesse a terras de África e à sua Diocese de origem, terra onde nasceu, se formou e, no final da vida, com tanta afabilidade, soube servir os seus.
A homenagem é, por isso, acção de graças pelo dom que foi para todos e recordação do bem que entre tantos semeou.

Pe. Carlos Alberto Godinho
Pároco de Luso

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sugestão de Livros!

Hoje quero sugerir, a quem por aqui passar, dois pequenos livros. Pequenos em tamanho, o que permite uma leitura fácil, mas grandes em conteúdo. Quando nos questionamos sobre o porquê de ir à missa, ou o porquê de nos confessarmos, nada melhor que aceitar uma resposta simples, bela, profunda de um teólogo e bispo - Bruno Forte.
Para quem se coloca estas questões, sugiro os pequenos livros, editados pela Paulus, com os seguintes nomes:

Bruno Forte, Porquê ir à Missa ao Domingo?

Bruno Forte, Porquê Confessar-se?

São dois pequenos livros que nos ajudam a ter uma visão bem diversa da realidade. Com um proveito muito maior!

terça-feira, 8 de abril de 2008

A lógica da Cruz!

Fico sempre «incomodado» quando ouço alguém dizer-me - o que é frequente! - que não sabe o que fez para merecer tamanho castigo de Deus! A minha atitude é, imediatamente, de desfazer esta imagem de um Deus negativo, castigador, opressor, quase sádico, que nada tem a ver com o Deus de Jesus Cristo. Será que nós cristãos já entendemos a lógica da cruz? Será que já vimos até onde vai o Amor de Deus? «Ele não poupou o Seu próprio Filho» - diz-nos a Escritura! E não o poupou por Amor de nós! Como podemos falar assim de Deus? Às vezes, parece-me quase ofensivo olhar desta maneira Aquele que tanto nos ama! Olhamos de forma negativa Quem se dá inteiramente por nós! Aprendamos que o sofrimento é consequência do nosso agir, das nossas opções, ou, simplesmente, da nossa natureza e da respectiva liberdade humana. Deus criou-nos frágeis; condição necessária para sermos livres! Mas AMA-NOS! Aprendamos a lógica da cruz!
Além disso, a nossa cruz, por vezes, já é tão pesada! Porque havemos de julgar contra nós Aquele que caminha a nosso lado? Porque teimamos em culpar Aquele que carrega connosco o peso das nossas dificuldades? Amemos o Amor! Ele caminha connosco!

terça-feira, 25 de março de 2008

Páscoa Feliz!

Este é o maior dom que nos é dado: a VIDA! Deus amou-nos até ao limite da sua entrega e Ressuscitando abriu um sentido novo à existência humana. Já não há sofrimento, dor, morte, tristeza, que nos possa separar do dom de Deus, em Cristo Ressuscitado. Alegremo-nos ao longo destes cinquenta dias de tempo Pascal - sinal do tempo presente e futuro, em que a vida se renovou plenamente e para nós se abriu a verdadeira esperança!

Páscoa Feliz!

terça-feira, 4 de março de 2008

Dornes: Um espaço místico!

A freguesia de Dornes situa-se no extremo norte do distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere. Eclesiásticamente pertence ao Bispado de Coimbra e turisticamente está integrada na Região de Turismo dos Templários. Dornes faz fronteira, através do rio Zêzere (Albufeira de Castelo do Bode), com o distrito de Castelo Branco, concelho da Sertã, freguesia de Cernache do Bonjardim. No concelho de Ferreira do Zêzere temos como freguesias vizinhas, as de Águas Belas, Bêco e Paio Mendes. Com uma área aproximada de 22,1 Km2, tem como localidades de maior destaque para além de Dornes, sede histórica e religiosa da freguesia, os lugares de Barrada, Cagida, Carril, Casal Ascenso Antunes, Casal da Mata, Frazoeira, Joaninho, Junqueira, Lameirancha, Macieira da Rocha, Peralfaia, Quinta da Benta, Quintas, Ribeiro da Coroa, Rio Cimeiro, Rio Fundeiro, Salão de Baixo, Salão de Cima e Vale Serrão.
Terra muito antiga, será mesmo anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos que por aqui se têm encontrado. Já na primeira dinastia encontramos alguns documentos que lhe fazem referência, sendo muito divulgada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII, e facto a assinalar a sede em Dornes, desde o século XII, de uma Comenda da Ordem dos Templários. Já no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique, e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino, que delimitava o Concelho de Dornes à sua freguesia e à do Beco, nascendo a de Paio Mendes uns anos mais tarde. Desta terra sairiam um século mais tarde, muitos dos heróicos combatentes que por volta de 1650 se bateram nas fronteiras para assegurar a independência nacional. Do "modus vivendus" das gentes de Dornes, destacaremos a produção e comercialização da madeira de castanho, tradição que já encontramos descrita desde o século XIV e que se manteve até finais do século XIX. Também no Século XIX, a reforma de Rodrigo da Fonseca, veio extinguir o Concelho Dornes, integrando-o desde 1835, no Concelho de Ferreira do Zêzere.
Do século XIX para cá, a freguesia de Dornes tem sido um polo de atracção turística e a sala de visitas do Concelho de Ferreira do Zêzere em função das suas paisagens deslumbrantes sobre o Zêzere e também em virtude da grande carga histórica e monumental que as suas aldeias encerram. De entre os visitantes ilustres, destacaremos Alfredo Keil que em 1890, ensaiaria com a então Sociedade Filarmónica Carrilense a primeira orquestração do marcha: "A Portuguesa", sendo assim o Carril, um dos berços do actual hino nacional português.
Texto in www.jf-dornes.pt

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Regresso do Filho Pródigo!

Em tempo de Quaresma, deixo aqui uma sugestão de leitura. Mais do que indicar o autor e o nome do livro, deixo este excerto, que é de uma enorme doçura e diz muito do coração de Deus:

"Ao longo de toda a minha vida tenho lutado por encontrar Deus, por conhecer Deus, por amar a Deus; procurei seguir as directrizes da vida espiritual - orar constantemente, trabalhar pelos outros, ler as Escrituras - e evitei muitas tentações de arranjar desculpas. Falhei muitas vezes, mas voltei sempre a tentar, mesmo quando estive à beira do desespero.
Agora pergunto se durante todo este tempo tive ou não suficiente consciência de que Deus andou a procurar encontrar-me, conhecer-me e amar-me. A questão não é: «Como hei-de encontrar Deus?», mas: «Como hei-de deixar que Deus me encontre?». A questão não é: «Como posso conhecer Deus?», mas: «Como posso deixar que Deus me conheça?». Finalmente, a questão não é: «Como vou amar a Deus?», mas: «Como vou deixar amar-me por Deus?» Deus anda por longe à minha procura, tratando de me encontrar e desejando levar-me para casa."
Henri Nouwen, O Regresso do Filho Pródigo, pp. 118 - 119.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Outro pensamento!

Nesta casa iluminada, onde a aprendizagem é constante, um jovem (filho mais velho de quatro irmãos!) partilhava comigo este outro pensamento:

"Lá porque tenho asas, não tenho de voar em todos os céus!"
Luís Filipe
Muito interessante!