quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Formação de Catequistas!

«A formação dos catequistas é actualmente uma das tarefas mais urgentes das nossas comunidades, pois, “o catequista é de certo modo, o intérprete da Igreja junto dos catequizandos” (DCG 35).
“Qualquer actividade pastoral que não conte para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade” (DGC 234); portanto, é preciso contar com uma adequada pastoral de catequese que possa:
Suscitar vocações para a catequese;
Distribuir melhor os catequistas entre os diversos sectores;
Organizar a formação dos catequistas (de base e permanente);
Atender pessoal e espiritualmente os catequistas e formar um grupo de catequistas integrado na vida da comunidade.
O objetivo principal da formação do catequista é o de prepará-lo para comunicar a mensagem cristã àqueles que desejam entregar-se a Jesus Cristo. A finalidade da formação requer, portanto, que o catequista se torne o mais capacitado possível para realizar sua missão.»


Este pequeno apontamento foi retirado do sitio http://www.presbiteros.com.br/ Na verdade, encerra um desafio dos mais urgentes feito às nossas comunidades, nos dias de hoje - a transmissão da fé e o modo como o podemos e devemos fazê-lo. Não é por acaso que este tem sido o tema em debate nas últimas sessões da nossa Conferência Episcopal; nem, igualmente por acaso, que será tema de reflexão nas Jornadas Pastorais, no próximo mês de Setembro, para os padres da Diocese de Coimbra. É um tema verdadeiramente da máxima urgência!
E há tanto a fazer, a este nível, nas nossas comunidades! Bastaria colocarmo-nos, sériamente, a pergunta: qual a qualidade da transmissão da fé na minha Comunidade Paroquial? Que Deus nos ajude a privilegiar esta tarefa prioritária da Igreja!

domingo, 19 de agosto de 2007

Homenagem!

Se fosse vivo, o Senhor Pe. Abílio Simões completaria hoje, dia 19 de Agosto, 62 anos. Passados seis meses sobre o seu falecimento, continua a haver um sentimento imenso de perda. Se é certo que o choque inicial se atenua, a saudade do amigo, do companheiro, do padre, persiste! E é curioso que após a perda notamos melhor o bem que tivemos.
Igualmente se completaram cinquenta anos sobre a data de ordenação sacerdotal do Senhor Pe. Virgílio Gomes, no passado dia quinze. Acontecimento que ele estava a preparar com tanto entusiasmo e que não chegou a celebrar. Morreu cerca de cinco meses antes dessa data. Recordei-o, no passado dia 15, numa celebração de Bodas de Ouro Sacerdotais, com o pároco da minha paróquia natal, seu colega de curso.
Continuo a olhar à volta e a sentir o peso da perda e de uma certa solidão. Seis meses em que eu permaneço como único padre residente no espaço deste Arciprestado.
Curioso que mesmo que não nos vissemos com frequência (o que com o padre Abílio não acontecia, até porque me cruzava muitas vezes com ele), a certeza de que eles estavam ali era conforto e alento, o que agora não acontece. Tanto mais que o presbitério vive uma comunhão "sui generis" (prefiro chamar-lhe assim - sem queixa alguma, apenas como constatação), em que cada um continua a cuidar da sua vida e do seu trabalho. O sentido de corresponsabilidade é algo de muito diluído, vivendo cada um no seu pequeno mundo (como muitas vezes eu, no meu!...)
É por isso que hoje sinto mais essa ausência; e confrontar-me com uma imagem de quem desaparece faz surgir ainda um nó no intímo do coração!

Obs. Ainda que a data de publicação seja 20 de Agosto, comecei a escrever nos últimos minutos do dia 19. Na verdade, tudo é passageiro e, como diz a lenda, Cronos devora os seus própros filhos!

sábado, 18 de agosto de 2007

Exemplo!...

"A estrada é longa pelo preceito, mas curta e fácil pelo exemplo. O exemplo convence-nos mais do que as palavras."
Séneca

Vale bem a pena reflectir sobre este pensamento. E aplica-se a toda a nossa vida!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Nova Evangelização!

Na sequência de um jantar com uma família, aqui no Luso, conversava com o Eng. Rui Mesquita, Diácono Permanente do Patriarcado de Lisboa, sobre a sua acção Pastoral. Sabia já que tinha estado envolvido no Congresso da Nova Evangelização. Não conhecia, todavia, a proposta de formação cristã que surgiu a partir daí. Dizia-me o Rui (ele não se importa que o trate assim!) uma coisa muito interessante: "Se a Igreja persisitir em não querer mudar nos seus métodos, não só deixa de falar ao mundo moderno, como - mais ainda - deixa de ser reconhecida por este! A Igreja, por isso, deixa de criar cultura!" Achei muito interessante a expressão!Foi igualmente curioso perceber os três pilares sobre os quais se pretende efectuar esta Nova Evangelização: conversão, oração, acção.
Mas de toda a conversa, eu prório sublinhava duas notas importantes: em primeiro lugar, a Igreja tem de abrir-se à experiência de outros quadrantes, na capacidade de resposta aos tempos modernos; os bispos e os padres não são os únicos "iluminados" no sentido de saber como fazer para que o Evangelho chegue hoje à vida das pessoas. Em segundo lugar - e aqui eramos unânimes - a Igreja necessita de uma formação que seja cada vez mais existencial e não tanto intelectual. E este pode ser o nosso "pecado".
Foi uma conversa interessante com alguém que, além do ministério, tem desempenhado ao longo da vida tarefas de gestão, nomeadamente em multinacionais. Penso que a partilha, o caminho em conjunto, a troca de opiniões e, sobretudo, a humildade para aprender, será caminho fecundo para o objectivo a que todos nos propomos: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, históricamente situado.
Se nós não tivermos esta humildade, podemos correr o risco de querer anunciar ao homem de hoje tendo como referência o homem de ontem. E, por isso, falhar esse objectivo que nos propomos. Não será esta, em parte, a nossa dificuldade? Não estarão os nossos métodos de Evangelização desadequados e, assim, incapazes de falar à vida dos nossos contemporâneos?
No mínimo, julgo que esta é uma reflexão que cada vez mais se nos impõe!
Para sermos fiéis ao Senhor da Messe e aos homens, a quem nos envia!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Estar com as pessoas!

Ontem, após ter celebrado uma Eucaristia com vários baptismos, necessitei de regressar à Igreja para recolher uma ficha que necessitava para a Missa seguinte. Entretanto, os pais de uma das crianças baptizadas pediam-me que tirasse uma fotografia com eles. Respondi-lhes de imediato que tinha muita pressa, pois estava já atrasado para a Missa seguinte. Mas acedi e fiz a fotografia com eles. Enquanto me dirigia para a outra paróquia pensava nisto mesmo: quantas vezes andamos tão absorvidos com a multiplicidade de celebrações, de compromissos que pressionam o relógio, e não temos tempo para as pessoas. Entretanto, consciencializava o pedido daquele jovem casal, tão simpático, e de como pode ser importante para eles a presença do seu pároco e um simples registo de um momento tão significativo nas suas vidas - o baptismo do seu primeiro filho. Ainda bem que acedi, que abracei aqueles pais e que aquele registo se poderá manter.
De facto, parece que se inverteu a vocação presbiteral: somos cada vez mais solicitados para a prática sacramental e temos cada vez menos tempo para as pessoas. E estas é que deveriam ocupar o primeiro lugar na nossa acção. Relembro a atitude do próprio Jesus de Nazaré, que acolhia, escutava, partilhava a mesma mesa, perdoava, olhava, abraçava... E nós? Que fazemos do nosso ministério? Estamos verdadeiramente ao lado das pessoas, ou actuamos para as pessoas? Serviu-me de exemplo aquele pequeno gesto: as pessoas necessitam de nós e nós das pessoas. Se nos limitarmos a fazer coisas tudo será muito mais vazio - humanamente, psicológicamente, afectivamente e espiritualmente!
Que Deus nos dê tempo para dispensarmos às pessoas a quem somos enviados, estendendo-lhes as nossas mãos e sabendo receber as suas!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Saber valorizar-se!

Deixo-vos este pensamento que acabo de ler:
«O importante na vida
é aprender a arte de se valorizar.
Não se consegue valorizar os outros
sem primeiro dar valor a si próprio;
não se consegue confiar nos outros
sem primeiro se crer em si mesmo.
Não se tem condições de cativar alguém,
se primeiro não houver amor próprio.
É preciso amar-se para viver em paz,
com a vida e com os outros.»

In Tarcila Tommasi, Mensagens de Sabedoria, Ed. Paulinas, p. 27.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Publicação dos Livros Litúrgicos segundo o rito de São Pio V.

Depois da notícia anterior, esta é para mim menos agradável, embora seja consequência do que já sabemos. Enfim.... não sei se é este o caminho (e nem me peçam para acreditar, neste caso, na infalibilidade do Papa, pese embora este assunto não ser dogma de fé!). É, naturalmente, uma consequência do que já considerámos atrás! Que Deus nos ilumine!

Nota: Ressalvo a beleza do Missal e da notação gregoriana, que muito aprecio. Embora em contextos específicos!

A aplicação prática do Motu Proprio "Summorum Pontificum", de Bento XVI, implica que os quatro livros litúrgicos necessários para as celebrações litúrgicas na forma anterior ao Concílio sejam reimpressos.Uma nota explicativa da sala de imprensa da Santa Sé sobre este documento do Papa sublinha que os livros vão contar com novas impressões, a cargo de casas especializadas neste tipo de trabalho, com a "recognitio" da comissão pontifícia competente.A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá ser usada como forma extraordinária da celebração litúrgica, o mesmo se aplicando ao Rituale Romanum (Ritual Romano, para os Sacramentos do Baptismo, Matrimónio, Penitência e Unção dos Doentes), o Pontificale Romanum (Pontifical Romano, para a Confirmação e a Ordem), e o Breviarum Romanum (Breviário), para os padres que assim desejarem recitar a Liturgia das Horas.O Rito de São Pio V, que a Igreja Católica usava até à reforma litúrgica de 1970 (com algumas modificações, a últimas das quais datada de 23 de Junho de 1962) foi substituído pela Liturgia do "Novus Ordo" (Novo Ordinário) aprovada como resultado da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.Com o novo documento, Bento XVI estende a toda a Igreja de Rito Latino a possibilidade de celebrar a Missa e os Sacramentos segundo livros litúrgicos promulgados antes do Concílio.Esta aprovação universal significa que a Missa do antigo Rito poderá ser celebrada livremente em todo mundo, pelos sacerdotes que assim o desejarem, sem necessidade de autorização hierárquica (licença ou indulto) de um Bispo.Os livros litúrgicos redigidos e promulgados após o Concílio continuarão, contudo, a constituir a forma ordinária e habitual do Rito Romano.A propósito do Missal de 1962, em latim, recorda-se que se trata de um Missal "plenário", "integral", que contém também as leituras das celebrações. Prevê uma só Oração Eucarística (o Cânone Romano, I Oração Eucarística do Missal conciliar).Boa parte das orações (mesmo da Oração Eucarística) são recitadas pelo celebrante em voz baixa. No final da Missa, recita-se o prólogo do Evangelho segundo S. João.Este Missal de 1962 não prevê a concelebração. Nada diz sobre a orientação do altar e a posição do celebrante, voltado ou não para a assembleia.
Notícia da Agência Ecclesia de 02/08/07