"A estrada é longa pelo preceito, mas curta e fácil pelo exemplo. O exemplo convence-nos mais do que as palavras." Séneca
Vale bem a pena reflectir sobre este pensamento. E aplica-se a toda a nossa vida!
Na sequência de um jantar com uma família, aqui no Luso, conversava com o Eng. Rui Mesquita, Diácono Permanente do Patriarcado de Lisboa, sobre a sua acção Pastoral. Sabia já que tinha estado envolvido no Congresso da Nova Evangelização. Não conhecia, todavia, a proposta de formação cristã que surgiu a partir daí. Dizia-me o Rui (ele não se importa que o trate assim!) uma coisa muito interessante: "Se a Igreja persisitir em não querer mudar nos seus métodos, não só deixa de falar ao mundo moderno, como - mais ainda - deixa de ser reconhecida por este! A Igreja, por isso, deixa de criar cultura!" Achei muito interessante a expressão!Foi igualmente curioso perceber os três pilares sobre os quais se pretende efectuar esta Nova Evangelização: conversão, oração, acção.
Ontem, após ter celebrado uma Eucaristia com vários baptismos, necessitei de regressar à Igreja para recolher uma ficha que necessitava para a Missa seguinte. Entretanto, os pais de uma das crianças baptizadas pediam-me que tirasse uma fotografia com eles. Respondi-lhes de imediato que tinha muita pressa, pois estava já atrasado para a Missa seguinte. Mas acedi e fiz a fotografia com eles. Enquanto me dirigia para a outra paróquia pensava nisto mesmo: quantas vezes andamos tão absorvidos com a multiplicidade de celebrações, de compromissos que pressionam o relógio, e não temos tempo para as pessoas. Entretanto, consciencializava o pedido daquele jovem casal, tão simpático, e de como pode ser importante para eles a presença do seu pároco e um simples registo de um momento tão significativo nas suas vidas - o baptismo do seu primeiro filho. Ainda bem que acedi, que abracei aqueles pais e que aquele registo se poderá manter.
Deixo-vos este pensamento que acabo de ler:
Depois da notícia anterior, esta é para mim menos agradável, embora seja consequência do que já sabemos. Enfim.... não sei se é este o caminho (e nem me peçam para acreditar, neste caso, na infalibilidade do Papa, pese embora este assunto não ser dogma de fé!). É, naturalmente, uma consequência do que já considerámos atrás! Que Deus nos ilumine!
"D. José Francisco Sanches Alves, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, publicou um decreto em que apresenta a Diocese dividida em apenas 5 Arciprestados, em vez dos 14 que têm vigorado até agora.O prelado fundamenta a nova divisão nas seguintes razões: "É tradição da Igreja agrupar as paróquias com características comuns e proximidade geográfica em Arciprestados, com o duplo objectivo de optimizar o trabalho pastoral em cada zona e de facilitar os encontros periódicos dos clérigos, destinados à formação permanente e à programação de inter-ajuda pastoral".O número de Arciprestados de cada Diocese varia ao longo do tempo, conforme as conveniências pastorais de cada época. Segundo D. José Alves, na Diocese de Portalegre-Castelo Branco "alteração dos condicionalismos sociais e pastorais, ocorrida nos últimos tempos, aconselha a que se proceda a uma reestruturação dos Arciprestados, reduzindo o seu número e alterando a sua composição".Tendo em conta "a progressiva redução do número de sacerdotes diocesanos e a diminuição e envelhecimento das populações das paróquias rurais" e verificando, por outro lado, que nos últimos anos melhorou significativamente a rede viária e a facilidade de deslocação de umas paróquias para as outras, procedeu-se então à nova organização dos Arciprestados".
É curioso o facto de a história nunca se repetir, mas de assumir expressões semelhantes, como se fosse marcada por uma dinâmica de espiral – em pontos diferentes, realidades semelhantes. Isto vem a propósito dos partidos políticos. Surgidos na segunda metade do século XIX, com o partido Regenerador e o partido Histórico, que havia de dar lugar, na década de 70, ao partido Progressista, logo acompanhados pelo Partido Republicano e do Socialista, definiam-se como “organização política que procura pôr em prática um conjunto de princípios ideológicos, através da confiança e apoio[1] dos cidadãos, manifestados em eleições”[2].